segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Deu bode...

Falei aqui uma vez sobre o acidente que vitimou Djalma Pessolato em Interlagos e que foi causado por um cavalo que atravessou a pista numa prova de Mil Milhas em 1957. Numa rápida "fuçada" no Google achei alguns outros acidentes, ou quase acidentes, causados por animais na pista, teve mais, muitos mais, mas vamos ficar com esses só para ilustrar:
1960 - Spa Francorchamps - F.1 - Alan Stacey "atropelou" um pássaro (bateu em sua cabeça), desgovernado bateu o carro e veio a falecer.
1987 - Zeltweg - F.1 - Stefan Johansson atropelou um cervo, saiu ileso mas o cervo não.
2006 - Elkeart Lake - F.Indy - Cristiano da Matta atropelou um cervo, ficou em coma e teve que abandonar o automobilismo.
2008 - GP da Turquia de GP2 - Bruno Senna atropelou um cachorro.
2015 - GP do Canadá de F.1 - Uma marmota atravessou a pista
2015 - Pocono - F.Indy - Uma raposa atravessou a pista (trioval)

Hoje estou postando uma foto tirada na Barra da Tijuca (RJ) em 1965 durante a realização da prova de 500 Km lá realizada. No meio da prova um bode resolveu entrar na pista e fazer uma curva do circuito, por muita sorte nada aconteceu. 

Na foto vemos, além do bode, o Willys Interlagos pilotado por Luiz Felipe e Gilberto que chegou em 8º lugar na prova que foi vencida pelo protótipo Simca Tempestade, o "Perereca", pilotado por Ciro Cayres, Jayme Silva e Pedro Jaú. Em segundo chegou o Abarth Simca pilotado por José "Toco" Martins e Jayme Silva e em terceiro lugar chegou o Willys Interlagos com Luiz Pereira Bueno ao volante. 
O bode não se classificou...

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sábado, 20 de agosto de 2016

Pilotos icônicos

Criei essa página para mostrar (e vender) camisetas que estou criando em homenagem à alguns pilotos que foram verdadeiros ícones em seu tempo. Já tem de quatro deles: Chico Landi, Camillo Christofaro, Christian Heins e Luiz Pereira Bueno.

Entrem e encomendem a sua pois são exclusivas, só serão vendidas nessa campanha, não estarão a venda em lojas, sejam reais ou virtuais.

Circulando com alguma delas você estará prestando uma pequena, mas significativa, homenagem à eles.

Entre na página, escolha a cor da camiseta, o tamanho, a quantidade e encomende: https://vesteer.com.br/lojas/pilotos_iconicos 

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A CAMPANHA TEM TEMPO CURTO DE DURAÇÃO

domingo, 7 de agosto de 2016

Duchen Especial

Matéria que a convite do Américo Teixeira Jr. publiquei na extinta revista da FASP (ano 1 - numero 2 - dez/2009). Era para ser um série delas, mas a revista deixou de ser publicada.
Luiz Valente foi um dos feras no tempo das carreteras e dos mecânica nacional. 
Ele tinha acabado de fazer 99 anos e merecia uma homenagem, mesmo que pequena, nem tanto em função de sua idade, mas sim em função de sua longeva e vitoriosa carreira automobilística. (veja aqui)
Sempre achei muito estranho não ver, só como exemplo, um troféu com o nome de Celso Lara Barberis, ele venceu a primeira edição da prova "500 Km", foi seu primeiro tricampeão e morreu na prova do "500 Km" de 1963. Não merecia? 
De Luiz Valente também, pouquíssimos se lembram, homenagens então... nunca existiram.
Essa matéria eu tirei meio a "forceps" com o Américo, pois ele também pensa mais ou menos como eu, que os pioneiros deviam ser lembrados sempre.
Em tempo, meses depois da matéria Valente veio a falecer: 4 de fevereiro do ano seguinte.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

José Asmuz (1927 / 2016)

Recebi e-mail hoje de meu amigo (virtual) Paulo Roberto Renner, lá de Porto Alegre (RS), dando conta do falecimento de José Asmuz.
Nascido em São Francisco de Paula em 21 de novembro de 1927, ele foi piloto automobilismo e dirigente do Sport Club Internacional de Porto Alegre (RS), além de suas atividades normais. Asmuz tinha 89 anos e foi vítima de uma parada cardíaca
Do inicio da década de 50 até o ano de 1968 foi piloto, sempre com carretera Ford. Sua primeira vitória foi na prova “Cidade de Pelotas” em 26/06/56, foi 8º colocado na “I Mil Milhas Brasileiras” em 24/11/56 em dupla com Raul Wigner. Tornou-se também um dos maiores rivais de Catarino Andreatta que na época era considerado o maior piloto de carreteras do Rio Grande do Sul. 
Foi campeão gaúcho de automobilismo em 1963.
Na carretera dele que Emerson Fittipaldi, aos 11 anos, andou pela primeira vez, nos treinos da “II Mil Milhas Brasileiras” em 1957, num carro de corridas:
“- Minha primeira experiência dentro de um carro de corrida foi dentro de uma carretera do Asmuz, sentado no tanque de gasolina”, conta Emerson.
Com a vitória dos paulistas Jan Balder e Chico Landi no “500 Quilômetros de Porto Alegre” de 1968 a bordo de uma BMW 2002, ele e outros pilotos gaúchos perceberam que a época de ouro das carreteras havia acabado. A partir de 1970 passou então a competir de Chevrolet Opala, chegando inclusive, a fazer dupla com o radialista e também piloto Pedro Carneiro Pereira, até se aposentar em meados dos anos 1970.
Pouco depois da trágica morte de Pedrinho em Tarumã Asmuz diminuiu seu envolvimento dentro das pistas. Pedro Carneiro Pereira morreu, aos 35 anos, num acidente do Campeonato Gaúcho de Turismo de 1973. Além disso, começavam seus compromissos com o Internacional de futebol, outra de suas paixões, que Asmuz levou aos títulos gaúchos de 1981, 1991 e 1992..
Foi presidente do Sport Club Internacional nos períodos 1980/1981 e 1990 a 1993, Asmuz estava no comando do clube no título da Copa do Brasil de 1992 e na primeira final de Copa Libertadores de um clube gaúcho, em 1980.

Página do livro "Automobilismo no tempo das carreteras" de Paulo Roberto Renner e Luiz Fernando Andreatta

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sábado, 30 de julho de 2016

Crowdfouding


Lancei recentemente o Livro "Pioneiros da velocidade. A F-1 antes do Emerson" por uma campanha crowdfouding que foi um relativo sucesso.
Relativo por que sobraram alguns exemplares em casa, assim como já haviam sobrado dos livros que lancei anteriormente, “Glamour e tragédia na origem de Interlagos” e “24 Horas de Interlagos - A História
Então estou fazendo essa campanha nova, que chamo de “desova” para ver se tiro de minha casa as sobras. Não posso fazer preço melhor que os do site da editora e nem do site da Livraria Cultura (seria antiético com eles), mas posso fazer com frete grátis.
Tenho cópias também do DVD "Paixão, suor e graxa" que posso vender.

A página da campanha é essa: http://www.kickante.com.br/campanhas/desova, visite, lá tem o teaser do DVD.



terça-feira, 26 de julho de 2016

Fangio em Interlagos - 1965

Juan Manuel Fangio esteve no Brasil em fevereiro de 1965 para a entrega do "Premio Victor" da revista Quatro Rodas aos pilotos
brasileiros que se destacaram em 1964 (veja vídeo abaixo). 
Ficou por 5 dias e cumpriu extensa lista de compromissos que incluíam visitas às fábricas Willys, Simca e Vemag. 
video
Depois foi a vez de experimentar alguns dos carros de corrida na pista de Interlagos. Andou, não sei a ordem, no Alpine A-110 com motor R8, com o DKW "Mickey Mouse" e com o Simca Abarth, ciceroneado pelo seu amigo Chico Landi, então chefe da equipe Simca de Competição.
Vejam filme logo abaixo das fotos.

Foto da revista 4 Rodas

Foto da visita à Willys, vendo-se Greco e Nelson Enzo Brizzi (Preparador)


Fangio saindo para uma volta com o DKW "Mickey Mouse"

Filme com Fangio pilotando o Simca Abarth


Vejam também uma postagem sobre seu sequestro em Cuba, em 1958, clique aqui.


quarta-feira, 20 de julho de 2016

3 Horas de Velocidade 1965

Vi hoje no Facebook o vídeo de uma matéria (entrevista com Wilson e Emerson Fittipaldi) postada pelo Canal 100 e compartilhada pelo Silvinho Zambello, gostei e também compartilhei.
Mas eu queria só a parte que mostra a prova "3 Horas de Velocidade" disputada em Interlagos (24/10/65) pois esses videos, ainda mais com a qualidade do Canal 100, são raros. E afinal eu estava lá.
Pois bem, copiei, cortei e agora publico aqui para vocês assistirem também.

Emilio Zambello venceu, com Piero Gancia em segundo, Marinho em terceiro e Emerson em 8º lugar com um Renault 1093 de 845cc.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Selfie 1920

Eu publiquei uma foto do comediante Jerry Lewis tirando uma selfie em 1967 (reveja), mas hoje achei uma foto de quatro homens tirando um auto retrato (selfie) na Catedral de St. Patrick, Rússia, 1920. Isso mesmo, em dezembro de 1920!!

E você achando que selfie é uma coisa moderna e atual heim!
Nada disso, o auto retrato é quase tão antigo quanto a própria fotografia mas é claro que as novas tecnologias digitais tornaram muito mais fácil de fazer, antes você dependia de um pouco de sorte para enquadrar, hoje não, você vê o que vai sair na foto.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Renault 4 CV (Rabo Quente)

Publiquei em 2010 três postagens sobre um Renault 4 CV (Rabo Quente) que participou de diversas corridas, inclusive nas mãos de Emerson Fittipaldi, e não é que agora em 2016 apareceu uma pessoa, seu nome é Delmar e está em São Paulo (SP) no bairro da Barra Funda, que diz ter um totalmente restaurado (veja as fotos, lindo carro) e que vai colocar à venda! (reveja as postagens aqui, aqui e aqui).
Vou colocar a mensagem dele na integra pois assim fica mais completa a postagem. Com a palavra o Sr. Delmar:
"Há 15 anos, comprei do fundador do Clube do Hot Rod de São Paulo, Sr. Wanderson Baina , um Renault 4 CV que ele, juntamente com o, na época, mais importante preparador de carroceria e chassis de SP, Paulinho da Lapa, restauraram. Ele me garantiu que o Wilson e o Emerson Fittipaldi correram com esse Renault, em corridas no Interlagos.
Sr. Wandeson relutou por 2 anos, mas um dia resolveu me vender.
Mudei a mecânica, que era VW 1.5, para uma mecânica AP 1.8, com um turbo com 0.8 de pressão. Ele ficou bem agradável de dirigir pois não esta muito forte. A preparação foi feita pelo Sr. JORGE UEDA e seu filho BINHO UEDA.
NO PRÓXIMO MÊS (agosto/2016) IREI DISPONIBILIZA-LO PARA VENDA.

Caso alguém esteja interessado, meu whatsapp é: 011 96191 0000 - Delmar."




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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Vídeo promocional do livro "Pioneiros da velocidade"

Fiz um vídeo para promover o livro "Pioneiros da velocidade. A F.1 antes do Emerson".
Levei quase a tarde inteira, mas valeu a pena, parece que ficou bom.
Foi feito no Windows Movie Maker e tem a musica "Eye Of The Tiger" como fundo musical.

Agora é tentar fazer ele virar um viral, para isso conto com a ajuda de vocês.

Ele (o livro) já está a venda no site da editora, mas não ainda no da Livraria Cultura, em breve estará. Como eu tenho diversos exemplares posso vender por aqui. Mande e-mail para prperalta@yahoo.com.br

Conheça a sinopse do livro clicando aqui.

sábado, 9 de julho de 2016

II Encontro Nacional Simca do Brasil

Recebi e-mail do Marcelo Viana avisando da realização do "II Encontro Nacional Simca do Brasil", veja trecho da mensagem dele que fala do encontro:

"Estamos trabalhando para que o II Encontro Nacional Simca do Brasil seja ainda melhor e maior que o primeiro (reveja aqui). Até o momento, temos 25 inscrições confirmadas.

Vai acontecer agora, de 28 a 31 de julho no Parque Chico Mendes, em São Caetano do Sul / SP.  Veja o cartaz abaixo.

Como no ano passado será sorteado entre os carros presentes, no momento do sorteio, uma placa luminosa da Simca do Brasil .

Como palestrantes, presenças confirmadas do piloto Walter Hahn Jr. e também do Renato Zirk, que foi o responsável pela engenharia experimental da Simca. Além deles, o jornalista Roberto Nasser.

Tire o seu Simca da garagem! Contamos com a sua presença."

Simca presente na exposição do ano passado em Poços de Caldas (MG)


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Fique ligado!

Recebi e-mail do Fusca Poços, um daqueles tipo “circular” com esse lembrete, como acho que é importante estou repassando a vocês. Fiquem ligados e evitem multas.

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terça-feira, 5 de julho de 2016

Carro de Hellé-Nice

Hoje estou publicando uma foto inédita, talvez a mais inédita dentre todas que já publiquei até agora. Eu a recebi de um leitor da Itália, Federico, que inclusive, nem sei como, diz ter comprado um exemplar de meu livro “Glamour e tragédia na origem de Interlagos”.
Ele enviou a foto do avô dele, Giorgio Tajana (nascido em 1914 e falecido em 2007) a bordo de uma Alfa-Romeo 8c Monza que diz ter pertencido à Hellé-Nice, mas também diz que a foto foi tirada no sul da Itália entre 1943 e 1944. 
Ai temos um problema, pois sabemos que Hellé-Nice veio ao Brasil em 1936 participar de duas provas e depois iria à Argentina participar de mais uma, no Rio participou do “IV Circuito da Gávea” e em São Paulo do “Circuito do Jardim América”:
“- A população do estado inteiro está empolgada, dominada mesmo, pela grande prova de automóveis que dentro de poucas horas será disputada nesta capital, no Jardim America. O enthusiasmo que desta Paulicéa se alastrou já conseguiu contagiar os Estados vizinhos, para aqui atrahindo innumeros visitantes”.  Noticia publicada no jornal O Estado no dia da corrida.

Mas foi nessa prova que ela se acidentou na ultima volta deixando 5 mortos e 35 feridos, inclusive ela própria, além de danificar muito seu carro. Quando saiu do hospital ela o vendeu ao corredor de Campinas (SP) Benedicto LopesSe o carro foi vendido em 1936 não poderia estar na Itália em 1943/44.
A história dessa prova está contada em detalhes no meu livro “Glamour e tragédia na origem de Interlagos”.

Pedi ajuda ao meu amigo e pesquisador Napoleão para esclarecer isso:
“- O carro da foto, realmente tem as cores do carro da Hellé Nice.
Se foi tirada em 1941/44, não é o carro dela, pois este estava no Brasil e já tinha outra pintura.
Este carro, o de Hellé Nice, foi vendido em 1936 para o Benedicto Lopes, em 1939 para o carioca Oldemar Ramos, em 1941 para Nascimento Júnior e após sua morte, para Annuar Góes, tendo corrido no Brasil até os anos 1950, então a foto é de antes de 1936. A única explicação lógica.
Ela de fato correu com esse carro na Targa Abruzzo de 1934, em Pescara, Itália, uma corrida de carros com para-lamas, (carros esporte), em dupla com Marcel Mogin.
É bem provável que essa foto seja dessa corrida.”


A foto recebida de Federico

Hellé-Nice participando em São Paulo do "Circuito do Jardim América" em 1936
Reparem na pintura, a mesma nos dois carros
Foto cedida por Pedro Bittencourt


sexta-feira, 1 de julho de 2016

O livro "Pioneiros da velocidade" já está a venda

O livro "Pioneiros da velocidade. A F1 antes do Emerson" já saiu. Veja abaixo como ficou a capa.
Ainda não está a venda no site da editora, nem no da Livraria Cultura, mas em breve estará e eu informarei por aqui.
Sua publicação foi viabilizada por uma campanha crowdfouding e como já entreguei todos os exemplares vendidos, posso agora disponibilizar para quem mais desejar acrescentá-lo à sua biblioteca. Tenho diversos exemplares e estou vendendo por aqui. Mande e-mail para prperalta@yahoo.com.br

Só que não é mais o preço promocional, agora é $ 69,00 mais a despesa do Correios.
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sábado, 25 de junho de 2016

Lulla Gancia (1924 / 2016)

Lulla Gancia faleceu na sexta-feira dia 24 de junho de 2016 aos 92 anos de idade.
Neta do conde Salvadori de Weissenhof, da mais alta nobreza do Tirol Austríaco, Lulla Salvadori de Weissenhof Vallarino Gancia nasceu em Turim (ITA). Seu bisavô construiu os famosos arcos da Via Roma, e o pai chegou a ser prefeito da cidade.
Ela e Piero Gancia se conheceram ainda crianças mas desencontraram-se, após o reencontro, muitos anos depois, o casamento aconteceu e foi um dos grandes eventos da capital piemontesa em 1947. O casal foi morar no castelo dos Gancia em Canelli, região de Asti.
A família de Piero produzia, desde meados do século 19, os famosos vinhos e vermutes Gancia, mas seus pais haviam se mudado para a Argentina com os outros filhos para abrir uma frente de negócios, muito bem-sucedida por sinal, na América Latina.
No castelo, Lulla e Piero tiveram o primeiro filho, Carlo, e, pouco antes dele completar 1 ano partiram para Montevidéu. A Guerra da Coreia estava iniciando, e o temor de uma terceira guerra mundial os levou a deixar a Itália.
No Uruguai, nasceu a primeira filha, Eleonora, a Kika, mas resolveram mudar. E por que não São Paulo, no emergente Brasil? Mudaram-se em 1953, abriram a Gancia, e o sobrenome da família acabou se tornando sinônimo do bom vermute italiano. Foi no país que nasceu a caçula da família, a hoje jornalista Barbara Gancia, que diz:
“- Minha mãe era muito bonita, à frente de seu tempo. Foi feminista sem saber.”
Quando Piero Gancia correu em Interlagos pela primeira vez, aos 39 anos, a bordo de seu Alfa Romeo e fazendo dupla com Celso Lara Barberis em janeiro de 1962, ouviu umas poucas e boas da esposa Lulla, que estava na Europa. Ele tentou convencê-la de que “... não havia nada de mais” em correr, Lulla então decidiu conferir in loco e ficou apavorada. Mas ano seguinte foi sua vez de colocar o carro na pista.
Num sábado de dezembro de 1963, a turma de pilotos amadores, na verdade não existia profissionalismo ainda, convocou seis mulheres, entre esposas e irmãs, para correrem em Interlagos, foi a “Corrida do Batom”. Lulla chegou em terceiro lugar, num Alfa Giulietta, atrás das irmãs Marise Clemente e Leonie Caíres.
Depois participou de apenas mais três provas, nunca foi sua pretensão desenvolver uma carreira automobilística, pelo menos nas pistas.
Piero se tornou popular entre os pilotos e foi um porta voz dos mesmos para reivindicar a reforma da pista de Interlagos devido ao seu estado deplorável e esburacado. Numa das reuniões com o prefeito Faria Lima, no fim dos anos 60, ficou decidida a reforma, mas quem tocaria a obra? De pronto Piero sugeriu o nome da esposa:
“- Não tem pessoa melhor para levar a reforma adiante”, afirmou aos presentes.
Lulla viajou até Monza (por conta própria) para aprender como se fazia uma pista de “Primeiro Mundo”. Escalou engenheiros, adequou o asfalto, reformou os boxes, construiu o gradil de proteção, etc...
“- Foi essa reforma que abriu espaço para que o Brasil abrigasse, em 1972, sua primeira corrida de Fórmula 1, entrando no ano seguinte para o circuito mundial”, relembra Carlo Gancia. A reforma durou dois anos 1968 / 69. 
Saiba e veja foto de Lulla com Stirling Moss, clicando aqui.
Nesse meio tempo, Piero fundiu a Gancia com a Martini e começou a importar Alfa Romeos, Ferraris e Lamborghinis para o País pela Jolly-Gancia onde era sócio de Emilio Zambello.

Carlo Gancia mantém uma galeria de fotos no Pinterest, conheça.
Você pode saber um pouco mais sobre a carreira dela clicando aqui.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Torneio Triangular 58/59

Dando continuidade ao "Torneio Triangular Sulamericano", iniciado em 1958 em Interlagos e que teve continuidade em 1959 no Uruguai e na Argentina.
Já falei da prova em Interlagos, agora vamos aos recortes das provas de Montevidéu e de Buenos Aires. 
Os carros dos paulistas chegaram à Montevidéu mas os portuários estavam em grave e não foram descarregados, impossibilitando dessa forma a participação brasileira na prova do dia 18 de janeiro. Mas os "hermanos" adiaram a prova.
Dia 21 de fevereiro foi dia de treinos, a prova havia sido transferida para o dia 22 de fevereiro
No dia 22 saiu uma pequena matéria no jornal. 
Resultado da prova saiu no jornal de terça feira dia 24 de fevereiro, nas segundas feiras o jornal não circulava. E os brasileiros não foram bem.
Na prova de Buenos Aires no dia 1 de março os brasileiros não foram bem. 
No campeonato Froilán Gonzalez sagrou-se campeão e o brasileiro melhor classificado foi Paschoal Nastromagario em 6º lugar seguido de Fritz D’Orey em 7º lugar com 3 pontos, sendo que um foi da melhor volta na prova de Interlagos.


sábado, 18 de junho de 2016

Praia Grande (SP) - 1927

Há tempos recebi de meu amigo Fernando Villafranca uma foto que mostra seus tios, Ângelo e Antônio Villafranca, disputando uma competição automobilística na Praia Grande, então lá fui eu pesquisar e descobri uma noticia no jornal Correio Paulistano de 30/12/1927. Vejam abaixo.
E foi só o que consegui, uma noticia de que ia haver a prova, mas nem o mesmo jornal publicou o resultado, nem nada mais sobre a prova.
Pois bem o Fernando tentou com a prima dele que lhe havia enviado a foto. E nada!
Ai ele passou a história para um jornalista do "Diário do Grande ABC", só que o tal jornalista fez uma confusão com os nomes, trocando o meu pelo dele. Vejam abaixo.
A intenção é ver se dando visibilidade aparece alguma noticia mais.

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Prova em Interlagos do Torneio Triangular em 58

Aqui no Brasil tínhamos uma revista chamada "Carro a Vista" que em sua edição de dezembro de 1958 trouxe uma matéria completa sobre a primeira prova do "Torneio Triangular Sulamericano", realizada em Interlagos no ultimo dia de novembro, depois houve as provas de Montevidéu (URU) e Buenos Aires (ARG). Se conseguir material publico aqui.
É interessante notar a falta de adesão dos pilotos brasileiros à prova, só 4 participaram, os demais inscritos estavam em categoria que não concorria ao Torneio.
Vejam em "observações" o drama vivido por Frirz D'Orey com o estouro de um pneu, Pirelli diga-se de passagem, quando a prova terminou ele desceu do carro aos berros dizendo impropérios contra a fabrica.
Nesse dia houve mais duas competições: Categoria Esporte Livre, vencida por Christian Heins e também Turismo Força Livre (Carreteras), vencida por Luiz Américo Margarido.




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Quem sou eu